Release
LEIAM SE TIVEREM SACO (mas as meninas também podem ler)
Conjunto musical formado por 9 jovens estranhos, fazendo um azougue sonoro bem performático, com letras divertidas, guitarras pesadas, grunhidos legais, integrantes dançantes e teclados que variam entre o circo e o videogame, Fiddy procura achar alguma coisa em sua essência, mas não consegue, e é isso que deixa a banda o mais interessante possível. Chame a sua avó, sente no sofá e chacoalhem seus encéfalos até que o liquido cefalorraquidiano vaze por suas orelhas e ocorra o rompimento das suas meninges. Muito obrigado.
A banda Fiddy, de Pernambuco, primeiro tirou a dúvida de como nove pessoas tocam heavy metal ao mesmo tempo no pequeno palco três do festival sem se atrapalhar muito. Depois, mostraram como poderia ser o Slipknot se os americanos fossem engraçados. Os integrantes do Fiddy, vestidos de preto com gravatas e adereços amarelos, dançaram funk, distribuíram pirulitos e fizeram coreografias ensaiadas. Mas o principal também foi feito: levaram muito peso e abriram novas rodas de pogo, para a felicidade dos metaleiros menos ortodoxos. Pe360graus.com
Já o Fiddy trouxe algo que o metal precisava há tempos: humor. Mais engraçada do que a performance deles (só um tapado não percebe que uma banda que lança um disco chamado Maionese is Godzilla não quer fazer outra coisa a não ser levar um pouco de diversão a um gênero geralmente tão sisudo) foi ver a cara de indignação de jornalistas especializados e de produtores de metal ao verem o show. Pareciam pensar: “tanta banda boa por aí e eles colocam logo essa porcaria”. O problema é que o metaleiro ortodoxo leva tudo para o lado pessoal. Acha que qualquer tentativa de fazer algo mais escrachado, na base da gréia mesmo, é antes de tudo uma forma de heresia. Pena que sejam tão mal-humorados. Pois o Fiddy (corruptela para “fi di rapariga”) brindou o público com pirulitos, peso, teclados circences, vocais limpos e guturais, coreogafias hilárias e uma alegria de estar em cima do palco que é de encher os olhos. E aqui entra o orgulho besta de quem os viu um dia em 2003 e e pensou: “um dia eles chegam lá”. O que mais admiro no Fiddy é a capacidade e coragem de brincar com os extremos, com os limites. Eles querem mais é ser amados e odiados na mesma prporção. E são perfeitos para isso. Hugo Montarroyos www.reciferock.com.br
“A banda que encerrou a noite foi a Genial Fiddy. Mermo. Pra mim os caras são geniais mesmo. Eu não sou fã de New Metal não, todo mundo sabe, mas esses caras daí pegaram todo aquele clima Dark Poser de bandas como o Slipknot e deram descarga. O som um peso incrível com letras que falam sobre o Zé Gotinha e Professores alegres!!! Com inteligência e humor de dar inveja a qualquer Massacration. E o melhor que ainda por cima ainda da pra bater cabeça. Massa!!” www.metaljaguar.com
A terceira banda da noite e segunda (e última) do palco 3 foi a Fiddy, que às 18h43m começou a sua inusitada apresentação. Tentem imaginar uma mistura de Slipknot, Rammstein e Mamonas Assasinas. O que acham da combinação? Bizarra??? Referências a outras bandas à parte, a Fiddy com seus 9 integrantes, incluindo três guitarristas rotativos que ora estão tocando uma das duas guitarras ou ora estão dançando e pulando no palco, faz um “Rock pesado” com muito bom humor. Muito peso nas guitarras, vocais agressivos, teclados que lembram músicas de video-game e sons circenses, misturados a letras humorísticas e muito escracho, a Fiddy roubou a cena e fez um show que, certamente, ficará na memória de todos aqueles que estavam no pavilhão do Centro de Convenções. Impossível não se render ao bom humor dos caras e a músicas como “Doce Travessura”, “Parquinho” ou “Pepito e o Seu Cavalo”. E o nome do CD? Maionese is Godzilla, sensacional! Não podemos esquecer do visual bem cuidado com belas gravatas amarelas e dos pirulitos jogados à platéia. Muito bom! “Emanuel Júnior” novometal.com
Fazendo mais um de seus shows habituais demonstrando excelente performance de palco, muito peso e irreverência. Acho que as únicas coisas estranhas foram a quantidade de meninas na platéia batendo cabeça lembrando um show de Emo e ouvir Metal Sem solo, mas, vindo da Fiddy já era de se esperar.
e contrário a algumas opiniões que ouvi ontem, Fiddy é Metal sim, New Metal ou não eles continuam sendo uma banda de Metal. www.metaljaguar.com
O Fiddy parece uma banda saída de algum filme de David Lynch. Ou seja, bizarro e ao mesmo tempo muito bom. Vestidos de preto e ostentando ridículas gravatas amarelas, os caras instigaram o publico como ninguém no palco 2 foi capaz de fazer. Possuem uma alfaia na formação, que parece estar ali só para irritar devido a inutilidade de tal instrumento no show (impossível ouvi-lo diante de tamanho azougue sonoro). Com dois vocalistas estridentes e um instrumental que no se decide entre o thrash metal e o samba do crioulo doido espacial, o Fiddy fez este ano o mesmo que o Nor-k tinha feito em 2002; surpreendeu pela ousadia do novo, do estranho, do insano. Destruíram Manguetown, de Chico Science e Nação Zumbi, e ainda assim a banda conseguiu cativar a tal ponto que não ligamos a mínima para tamanha blasfêmia. Tomara que vingue em algo concreto e que não fique conhecido apenas como o patinho bizarro de 2004. Foi irritante de tão contraditório, muito bom por ser tão estranho. Coisas do universo rock.. www.reciferock.com.br
Completando o desenrolar do raciocínio dos críticos acima, a banda deu uma leve mudada.. sem essa história de thrash ou new metal.. Fiddy eh uma banda de rock pesado, com influências de musica infantil, dança folclórica, country e sei lá mais o que. É música funny até o talo!
Biografia
Em meio ao caos da modernidade musical surge algo consideravelmente inusitado. Dentro de um diminuto e fedido quarto, cerca de 5 jovens fazem um cover de uma bandinha da moda, tocando um violão velho e batucando em pequenos tambores. Pela falta de técnica vocal, Batata fez uma tentativa falha de imitar o vocalista da banda supracitada e acabou dando num som estranho que chamamos de grunido.
A partir daí a banda foi gravando coisas chamadas de músicas pelos integrantes e foi divulgando-as com a pior qualidade possível, tudo isso naquele clima brincalhão de sempre. Inusitadamente, certo dia os amigos se reuniram e decidiram tentar fazer aquilo que era feito com violão e tambores num estúdio de verdade, só que desta vez usando bateria, guitarras, baixo, teclado, violão, gaita, pandeiro e mais algum instrumento inútil. É claro que foi uma nojeira. Os ensaios da banda Fiddy serviam apenas para dar fome aos integrantes, que depois iam para um rodízio de pizza e comiam avacalhadamente.
Com o passar do tempo aquela barulheira infernal formada por 14 pessoas num estúdio mínimo foi se modificando. As músicas passaram a ficar menos barulhentas, alguns integrantes foram deletados e a banda começou a fazer algo mais próximo de canções. Dessa mudança, o conjunto musical passou a se apresentar e causar espanto pelas redondezas. Desde então Fiddy tem divertido muita gente, arrancando gargalhadas e muita empolgação do público que comparece aos seus shows. Além de performances surreais e divertidas, o som pesado e diferente desperta a curiosidade de muita gente, que se pergunta ao assistir um espetáculo: “Que raios é isso que está acontecendo?!”



